(R$ 2 milhões): Funcionária de supermercado de Itapemirim/ES é presa com marido por fraudar vale refeição

Por: Redação

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/2025

 - Atualizado há 1 semana ago




A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) prendeu um casal suspeito de fraudar o sistema de cartões de alimentação e refeição de uma rede de supermercados em Itapemirim.

O desvio de recursos foi descoberto quando a empresa contratou uma auditoria interna, que apontou o rombo milionário.

A operação foi realizada nesta quinta-feira (21) pela Delegacia Regional de Itapemirim, com apoio da Guarda Municipal.

Segundo as investigações, a funcionária do supermercado, de 31 anos, desviava valores de 52 trabalhadores que haviam sido demitidos, mas continuavam com o cartão sendo recarregado. Teria feito isso por no mínimo dois anos.

Para dar aparência de legalidade ao esquema, o marido, de 37 anos, abriu uma empresa de fachada para receber os recursos. O prejuízo estimado supera R$ 2 milhões.

Segundo a polícia, o casal investiu em várias veículos de luxo, dois já foram apreendidos, e em equipamentos eletrônicos de alto padrão e produtos de alto valor, alguns recuperados.

Mais recentemente, construiram uma academia de ginástica, que ainda não está em funcionamento, mas já está montada.

“Ela trabalhava no setor de Recursos Humanos e era responsável por recarregar os cartões. Quando os funcionários eram demitidos, ela não dava baixa, recarregava os cartões e passava os valores em maquininhas que o marido possuía”, explicou o delegado adjunto Daniel de Araújo Santos.

Os mandados de prisão foram cumpridos nos bairros Campo Acima e Centro, em Itapemirim. Já as buscas ocorreram em imóveis nos municípios de Presidente Kennedy e Marataízes.

De acordo com Daniel Araújo, há suspeitas de que haja outra empresa envolvida no esquema e já foi pedido o bloqueio dos bens e a quebra do sigilo bancário do proprietário. Ele já foi intimado para prestar esclarecimentos.

O casal foi preso e responderá por furto qualificado e lavagem de dinheiro. Após os procedimentos de praxe, foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

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